Juiz de Fora
05/02/2010 às 09:38

Promotoria dá prazo de 24 horas para PJF

O Ministério Público (MP) estadual dará um prazo de 24 horas para que a Prefeitura se posicione sobre os critérios utilizados para definir a base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano 2010 (IPTU). A intenção da Promotoria era encaminhar o ofício à administração municipal ainda ontem. A medida é consequência de representação entregue à Promotoria de Defesa do Consumidor por dez entidades de classe, encabeçadas pelo Sindicato dos Engenheiros, três partidos políticos (PT, PMDB e PSL) e pelos seis vereadores que votaram contra o reajuste do tributo. Entre os questionamentos colocados no documento estão a elevação do teto da Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (TCRS), as discrepâncias entre as cobranças aplicadas a imóveis similares e o aumento do padrão de acabamento de construções que não passaram por avaliação técnica. Apesar da polêmica, a titular da Secretaria de Fazenda, Maria Helena Leal, afirma que não há qualquer possibilidade de revisão nas planilhas.

Em reunião realizada ontem, no MP, o promotor Plínio Lacerda justificou o prazo exíguo oferecido ao Executivo pela proximidade do vencimento para pagamento á vista, com desconto de 12%, na próxima segunda-feira, e da abertura de prazo para as reclamações formais, na quarta-feira. “Tão logo tivermos uma resposta da Prefeitura, voltaremos a nos reunir, para avaliar se as informações satisfazem os questionamentos feitos e, então, tomar as medidas cabíveis. O Ministério Público está à disposição para, caso seja necessário, coibir qualquer tipo de abuso contra a população”, destacou Lacerda. A expectativa é que a Prefeitura se manifeste até as 13h de hoje, quando o grupo que assina a representação se encontra novamente com o promotor.

Até o início da noite de ontem, a titular da Secretaria de Fazenda, Maria Helena Leal, não havia recebido o ofício do MP. Ainda assim, ela afirmou que atenderá ao pedido de informações da Promotoria, mesmo que a documentação solicitada já tenha sido publicada, seguindo normas legalmente previstas. Ela destaca que a medida não altera ou interrompe o processo de cobrança. “Todos os cálculos são feitos com base em legislação de suporte, por isso não há possibilidade de mudanças nas planilhas. O próprio carnê explica a base de cálculo. Estamos tranquilos quanto à sustentação legal e técnica do trabalho que fizemos,” enfatiza.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Péricles Lima, não descarta a possibilidade de um pedido de liminar que suspenda os reajustes, congelando o valor do IPTU nos índices de 2009 até que as planilhas de cálculo sejam periciadas, a exemplo do que ocorreu com as tarifas de transporte coletivo. No entanto, o promotor de Defesa do Consumidor preferiu não adiantar-se sobre os possíveis desdobramentos do caso antes de ouvir a Prefeitura. Uma manifestação pública contra o aumento do IPTU foi convocada para amanhã, às 10h, no Calçadão da Rua Halfeld.

Fonte: Agência Brasil



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